Na verdade, para atingir os objetivos de negócios ou a proposta de valor, ninguém quer que a sua organização seja low profile, ou pelo menos ninguém gosta de admitir isso. Seja para vender produtos, soluções, ou ideias, todos se consideram high profile.

No entanto, quando o assunto é comunicação, quando a questão é devemos “nos mostrar” ao mercado, então muitos dizem, “somos low profile” e admitindo que nunca foi preciso aparecer antes para conseguir atingir os resultados. Então, não se percebe a necessidade de um planejamento de comunicação, acompanhando o plano de negócios e de gestão. A intenção deste artigo é ir além desta frase.

A proposta da reflexão de hoje é sobre o que é a postura no profile e a postura low profile do ponto de vista da comunicação de uma organização. Nos vários anos de experiência no mercado de comunicação empresarial, e prestando consultoria para marcas presentes em muitos segmentos, sejam elas B2B (business to business) ou B2C (business to consumer), notei que as organizações low profile tem o controle sobre a sua postura de comunicação com o mercado. Enquanto que as empresas no profileficam completamente à deriva neste quesito.

Observando o comportamento das marcas com relação a esses dois aspectos percebi as seguintes características:

Postura No Profile

  • Ocorre a ausência do controle das mensagens, dos canais e dos processos de comunicação
  • A organização não facilita a colaboração entre empresa e indivíduos, sobretudo na troca de experiências
  • Percebe-se a sua origem justamente em uma preocupação excessiva de se perder o controle sobre a comunicação externa da imagem
  • Está enraizada muitas vezes na resistência e em posturas pessoais não focadas no benefício da organização como um todo e de seus stakeholders.

Postura Low Profile

  • Valoriza o planejamento de comunicação com os stakeholders
  • Tem um trabalho preventivo para o caso de crises de reputação e imagem
  • Vão ao mercado quando tem um posicionamento relevante e adotam os canais adequados para fazer isso
  • Facilitam a experimentação e troca de experiências entre os stakeholders
  • São reconhecidas pela seriedade e compromisso

Se pudesse dar uma dica somente que valesse para todas as empresas com relação à sua comunicação, tanto a interna quanto ao mercado seria que fosse feita a seguinte reflexão: a minha empresa/instituição tem uma ideia clara e concreta “do que”, “como” e “para quem” comunica e “por que”?

Obrigada pela sua leitura!

Sheila Magri

Jornalista e Consultora de Comunicação